Textos poéticos/contos/crônicas todas terças, quintas e sábados... ou quando a inspiração mandar...

sábado, 4 de novembro de 2017

Tratado Acerca do Mel Vol. I de Infinito

Quem sabe um dia enfim assassinemos os mitos e paremos de crer em soluções fáceis
Quando eu voltar à órbita da Terra espero ver dias melhores pra sempre mesmo
Dias em que o mundo acorde de sua hibernação tão tola no braço esplêndido da alienação
Matar os semideuses que não salvarão ninguém, nem a si mesmos, da própria destruição

Ainda faltam-me palavras entretanto pra definir meu anseio
De encontrar um mundo livre S/A pra me abrigar da chuva de meteoros de dedos apontados a nós
Mas meu nó se prende ao teu enfim, baby
Quero ver quem poderia nos desgrudar quando o nó Divino terminar esse cordão de 3 dobrões

As asas se abriram, a rosa desabrocha e anuncia que os frutos estão chegando
Seria os nossos, para alegrar o mel dos teus olhos que eu quero provar?
Desliza essa doçura pelos teus lábios que não largam os meus nem nos sonhos
Quero a três matar: Minha fome, minha vontade e minha saudade de você

Em meio a esses loucos normais nós normalmente vamo viver um louco amor
Contra todo o mal, lógica, até no dia dos mortos a gente faz viver nossos corações
Apaixonar parou de ser medo, virou ambição minha em meio a essa guerra
Me esconder em tua terra que mana leite e mel

sábado, 28 de outubro de 2017

A esperança em óculos 3D vendo tuas mãos saindo de minha imaginação pra me resgatar


Remetente:
Sentimental imbecil num mundo de inteligentes seres desprovidos de sentimento e fãs de maltratar.

Dolorido ontem hoje e sempre
Perdido nesse curral de sete bilhões de anormais tentando ser mais normais que o resto dos tais
O tempo e a história viram estória da carochinha ante a ilusão de óptica que também é de ótica
Olho escuto e não percebo mais pois tá tudo só no mas sem paz

"Se eles querem meu sangue, verão o meu sangue só no fim"
Os vampiros sanguessugas da nação dos Babacas S/A avisam o apito do clamor do alerta do pânico
Babar o que o sacerdote pastor padre médium profeta rabino astrólogo babalorixá determinar
O dono do partido e o da multiuniversal tão prontos com seu fast-food de arsênico e cianureto
Bon apetit

As balas que avoam perdidas pelo ar loucas pra se acharem no próximo óbito nas notas dos jornais
Minhas palavras sopradas como vela de aniversário apagada e esquecida junto o pedido supersticioso
Eu pedi você, mas perdi-te quando joguei a mim mesmo pro papa-metralha carregar minhas ruínas
Não lembro-me mais se tinhas rubros capilares, íris de mel, oriental olhar ou cachos de mar castanho
Mas ainda recordo que fazes parte do meu sonho de deixar de ser reles poeta e construir realidades
Músicas e canções que ocorrem por meio de nós e não só um sonho solitário de alguém tão eu tão só
Tentando esquecer com esse sonhar o real mundo despedaçando-se em egoísmos e maldade humana
e a me despedaçar e a despedaçar de mim a esperança que há em querer aprender a te amar
e te ensinar a me amar.

Cordialmente me despeço implorando a Deus que não permita ser apenas pra mim outro maldito adeus

Endereço: Você, se quiser fazer-se mais que um devaneio de um tolo tal qual eu

sábado, 14 de outubro de 2017

Eu -> Menu -> Preferências -> Você

Eu quero amor
Mesmo que todos prefiram ejetar a atômica Bomba "O" de Ódio contra seus adversários ideológicos

Eu quero paz
Mesmo que todos prefiram colecionar o próximo arsenal de bravatas e Uzis ante o vizinho d'outra cor

Eu quero esperança
Mesmo que todos prefiram ver ela morrer na praia contrariando o velho ditado sobre sua imortalidade

Eu quero vida
Mesmo que todos prefiram os programas policiais como a verdade vendo os navios malassombrados

Eu quero verdade
Mesmo que todos prefiram tapetes engrossados por poeiras e caveiras ocultas sob seu quente manto

Eu quero liberdade
Mesmo que todos prefiram crer opções politicamente incorretas de dois lados duma moeda inválida

Eu quero sobriedade
Mesmo que todos prefiram pular corda nas celas abissais de uma overdose psicotrópica quaisquer aí

Eu quero arte
Mesmo que todos prefiram aberrações caóticas da filosofia relativista pós-moderna que destrói ídolos
Destrói tudo que veio de trás por um dadaísmo mastigado e vomitado tão errado e artificial criado

Eu quero beleza
Mesmo que todos prefiram o photoshopeamento novelístico ou as curvas pornográficas popozuísticas
Se "só dá tu" e nenhuma saída pros meus ouvidos, Beethoven me aguarde no otorrinolaringologista

Eu quero salvação
Mesmo que todos prefiram o misticismo de pseudodefinições de um deus-fantoche de egoístas
Mijar no cachorro é algo que nunca vi nenhum poste realizar, por que diabos seríamos os primeiros?

Eu quero solução
Mesmo que todos prefiram bazucas à esquerda e à direita, salvadores da pátria fajutos capa de revista
Em sua luta para cada dia mais poder ter pra si mesmos e levar-nos a implorar eutanásia cerebral

Eu quero vermelho em cachos sobre um rosto sardento e belo
Mesmo que todos prefiram esse vermelho em bandeiras vazias com suásticas, foices, martelos, etc
Ou correndo de vítimas de latrocínio ou dos seus algozes que dizem ser bons só a 7 palmos do chão

Eu quero música
Mesmo que todos prefiram glúteos esfregando no salão e nas calças explodindo de irresponsáveis
Depois doutora não reclame da dê esse tê com nome em inglês, ou de carregar 9 meses de abandono

Eu quero ser homem
Mesmo que todos prefiram ser Peter Pans pra sempre brincando com a vida, sentimentos e genitálias
Mesmo que todas prefiram só supostos galãs que usam bem a fala, o falo, mas não a responsabilidade

Eu quero uma mulher
Mesmo que todos prefiram bonecas sexuais de carneosso e empregadas sem salário e de hematomas
Mesmo que todas prefiram tentar carregar masculinidades que nunca tiveram nem jamais terão a vera

Eu quero Deus
Mesmo que todos prefiram empinar o nariz como tolos superiores que vivem em depressão diária
Mas se acham fortes até mesmo quando sua força resume-se a usar seu prestobarba nos pulsos

Eu quero eu
Mesmo que todos prefiram qualquer um outro, inclusive nem se prefiram de tão perdidos dentro de si
Eu quero saber com plena ciência que sou alguém e valho de verdade para você, meu bem

Eu quero você
Mesmo que você prefira qualquer um outro - ou outra, vá lá saber, nesse mundo cheio de preferências
O meu menu não me permite desajustar essa opção tão insólita que é sintonizar-me só em ti e por ti

sábado, 7 de outubro de 2017

Perdido no Tempo Pós-Moderno com Pirulitos Zorro e Cavalheirismo Esquecido

Saudoso tempo que não mais sedoso nesse planeta seboso
Na fé, esperança e amor que levo no peito alguns viram plateia e me tiram de Bozo
Passa de mim esse cálice, Senhor, pois eis que pesado é essa humanidade tortuosa
Faça-se a vontade Tua, dá-me pois dessa cruz que carrego uma bênção voluptuosa

O individualismo barato que torna-nos tão fortemente fracos fracassados
Intolerantes ao glúten, à soja e à opinião alheia seguimos correndo desmaiados
E eu perdido nesse tempo cyberstreampunk pós-apocalíptico e pós-moderno
Não perco tempo com as estações modais sacais da tendência atual, só vislumbro o Eterno

Antissocial antimoderno anti-hodierno anti-anti-anti-antiquados
Antas cegas caminhantes ao poço abismal sem fim da incoerência e pintados em poeirentos quadros
Prefiro abandonar meu auto-amor egoísta a autodestruir-me na solidão
O fake amor nascido de carência múltipla de órgãos não me é suficiente, não preenche meu coração

A vida é muito mais do que fotografias na parede de um quarto fechado
A Verdade é muito além de um manual de instruções se não for vivido e caminhado
O amor vai mais alto do que um suprimento de desejos carentes de dois ou mais pobres feridos
A morte não é somente o fim de tudo, quiçá a constatação de que os sonhos não ficaram perdidos

Ah você bela dama, debaixo de teus cachos vejo em ti alguém tal qual eu, alguém ímpar
Que tal resolver esse impasse, desimpedir, desempatar, sermos tão-somente par a par
Estarmos a par de tudo e caminharmos sem medo no fio da navalha desse planeta desolado
Com suprimento infinito de caramelo e amor real, minha dama, de seu cavalheiro sempre a teu lado

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Complexa Compleição em Completude da Completitude

O que sei de mim é que a solidão me fez forte
E se caso tiveres sorte, saberei dividir o que de melhor comigo guardo
Aguardo até você ter a chance de ver em mim de tua fome a morte

O que sei de mim é que sofro de uma terrível deficiência ocular
Tenho deficiência lacrimal
E chorar no final é algo que não perco meu tempo mais a me derramar

Eu te quero ser teu suplemento - e você meu seja também
Para ampliar a nós mesmos como dois-em-um
Não desejo eu complementos - já completo sou a anos, ainda bem
Que você também já entenda-se assim, sem me querer como complemento algum

Cansado dos Goebbles da mídia da esquerda e direita
Repetindo mil vezes as mesmas sinceras mentiras pra me convencer
A polícia do pensamento tá dos dois lados da moeda nessa rota rôta e estreita
Meu crimideia de ti impessoa de duplipensar bempensante, seu negrobranco, não vai me crimideter

Damnatio Memoriæ, o melô do drama é minha comédia
Tão pouco engraçada quanto a desgraça pouca de boba do diário e obrigatório programa partidário
Macaco vê, macaco faz... e duvidosamente entenderia as tramas dessa tragédia
Acompanhantes de baixa classe querem que ejetes todo o teu erário

Eu prefiro gastar com meu eu e seu se o teu souber dividir
os fardos e jugos sem culpas nem medos
Aprender de mim e dos pensamentos tolos, ideológicos e fugidios desse sistema fugir
Nenhuma explicação que só complica, deixa lá fora, fecha a porta do quarto, dá-me teus segredos

Se chamas tua magia de branca ou negra, não me importa
Não quero teu feitiço, sortilégio ou encantamento enchendo meu saco em minha porta
Amor não é prisão sentimental
Ou isso é verdade ou seria eu apenas um estúpido débil mental?

Daí escuto A Lâmpada de Edison acesa pelo Joelho de Porco a cantarolar
que "hoje é o passado do futuro", e o futuro é só o hoje e o ontem a gritar
Que a abominação da desolação fique bem longe de meu viver
E o teu venha a ser mais que mais um, sejamos um conjunto de completos a em tudo se entender

sábado, 23 de setembro de 2017

Aguardando mais um fim do mundo comendo bolacha maria e tomando vinho falsificado


As notícias lá fora do coreano e do americano em uma partida de telecatch com socos nucleares
Correndo por fora da competição iranianos, indianos, chineses, russos e alguns não confirmados
E no Brasil todos esperam qual o próximo que rolará Planalto abaixo junto com os empregos do país
Mais é claro que o sol vai voltar amanhã, se as previsões mais uma vez se confirmarem em fracassar

E eu ficar aqui na minha cadeira de praia de óculos de sol e sunga cor verde-mar
À beira mar de Rio Doce aguardando mais um fim do mundo
Comendo aquela bolacha maria que algum tapado vai discutir comigo e chamar de biscoito
E tomando vinho falsificado por falta de grana pra um português - quiçá uma água de côco, vá lá

Se tiver a fim de assistir outro espetáculo do crepúsculo dos humanos-deuses brincalhões
Aqui do meu ladinho, eu ofereço uma sombra maior em meus braços que o guarda-sol ao lado
Quem sabe numa semana na semana que vem mudem de ideia ou comecem uma nova sessão das dez
Com um trem das sete trazendo mais arautos da morte certa aguardando o próprio suicídio ideológico

Sabichões coletaram espionaram captaram seus drones protozoários de suas patologias paranóides
Parabólicas que não transmitiram pra mim esperança alguma, não transmitirei o dial pra você
Prefiro dessa long neck da sua vida sorver os detalhes tão pequenos de você
Vai que viram de nós dois com registro irrevogável de comunhão de bens recordatórios do viver

Quer ser minha Marla Singer e ver eu Jack Narrator mandar meu Tyler Durden pro inferno
E junto com ele todos esses edifícios de problemas, dúvidas, caos, miséria blá blá blás mimimis?
Terminar tudo num quarto iluminado em parafinas, das delícias paladares das núpcias divinais
Enquanto lá fora o mundo continua a acabar mais uma vez e o nosso está só por começar...

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Jogando Amarelinha Sobre o Brejo das Almas

Nesse mundo pantanoso
Em que governam dois sapos-boi
Disputando pra ouvir e ver
Quem infla mais o seu gogó
E dá o grito mais ecoante
Será que a bomba falará mais alto?

Quando o sim sempre nega o não
Será isso a liberdade da escravidão?
O crer patrocinado midiaticamente
É tão-somente um crer padronizado
Manipulado por ateus brincando de deus
Redigindo sua bíblia num alcorão
sobre uma mesa branca guiado por uma ouija
(Mamom seja louvado!)

Nessa vida amarelinha
Já fui aos pulos resgatar pedras
Do inferno ao céu basaltos de coração
Pelo calor do amor em fusão
Verteram qual o sangue do Crucificado
- Tenho uma porção pra dois tonight, baby
Quer ter a honra de comigo desfrutar?

Ou vais continuar do lado de lá da amarelinha
Aonde as duas primeiras estrofes são tudo o que existe
E nada mais resta?
...
(Nada além dos vãos lamentos mudos
Caindo nos ouvidos de um sistema surdo
No brejo das almas
Nosso vil mundo
De sapos se passando por príncipes e reis