Textos poéticos/contos/crônicas todas terças, quintas e sábados... ou quando a inspiração mandar...

sábado, 23 de setembro de 2017

Aguardando mais um fim do mundo comendo bolacha maria e tomando vinho falsificado


As notícias lá fora do coreano e do americano em uma partida de telecatch com socos nucleares
Correndo por fora da competição iranianos, indianos, chineses, russos e alguns não confirmados
E no Brasil todos esperam qual o próximo que rolará Planalto abaixo junto com os empregos do país
Mais é claro que o sol vai voltar amanhã, se as previsões mais uma vez se confirmarem em fracassar

E eu ficar aqui na minha cadeira de praia de óculos de sol e sunga cor verde-mar
À beira mar de Rio Doce aguardando mais um fim do mundo
Comendo aquela bolacha maria que algum tapado vai discutir comigo e chamar de biscoito
E tomando vinho falsificado por falta de grana pra um português - quiçá uma água de côco, vá lá

Se tiver a fim de assistir outro espetáculo do crepúsculo dos humanos-deuses brincalhões
Aqui do meu ladinho, eu ofereço uma sombra maior em meus braços que o guarda-sol ao lado
Quem sabe numa semana na semana que vem mudem de ideia ou comecem uma nova sessão das dez
Com um trem das sete trazendo mais arautos da morte certa aguardando o próprio suicídio ideológico

Sabichões coletaram espionaram captaram seus drones protozoários de suas patologias paranóides
Parabólicas que não transmitiram pra mim esperança alguma, não transmitirei o dial pra você
Prefiro dessa long neck da sua vida sorver os detalhes tão pequenos de você
Vai que viram de nós dois com registro irrevogável de comunhão de bens recordatórios do viver

Quer ser minha Marla Singer e ver eu Jack Narrator mandar meu Tyler Durden pro inferno
E junto com ele todos esses edifícios de problemas, dúvidas, caos, miséria blá blá blás mimimis?
Terminar tudo num quarto iluminado em parafinas, das delícias paladares das núpcias divinais
Enquanto lá fora o mundo continua a acabar mais uma vez e o nosso está só por começar...

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Jogando Amarelinha Sobre o Brejo das Almas

Nesse mundo pantanoso
Em que governam dois sapos-boi
Disputando pra ouvir e ver
Quem infla mais o seu gogó
E dá o grito mais ecoante
Será que a bomba falará mais alto?

Quando o sim sempre nega o não
Será isso a liberdade da escravidão?
O crer patrocinado midiaticamente
É tão-somente um crer padronizado
Manipulado por ateus brincando de deus
Redigindo sua bíblia num alcorão
sobre uma mesa branca guiado por uma ouija
(Mamom seja louvado!)

Nessa vida amarelinha
Já fui aos pulos resgatar pedras
Do inferno ao céu basaltos de coração
Pelo calor do amor em fusão
Verteram qual o sangue do Crucificado
- Tenho uma porção pra dois tonight, baby
Quer ter a honra de comigo desfrutar?

Ou vais continuar do lado de lá da amarelinha
Aonde as duas primeiras estrofes são tudo o que existe
E nada mais resta?
...
(Nada além dos vãos lamentos mudos
Caindo nos ouvidos de um sistema surdo
No brejo das almas
Nosso vil mundo
De sapos se passando por príncipes e reis

sábado, 16 de setembro de 2017

Carta de Suicídio

Estou me matando
Diariamente, com doses letais controladas de sociedadecidina
Somadas com pitadas em pó de politicagermina
Em cores azul e vermelha, do gosto do cliente, ainda que de custo e efeitos iguais

A motivação talvez é simplesmente uma doença
Chamada faltadeopçãomielite
Não há outro mundo nesse sistema solar ou galáxia que dê pra eu escapulir
Só em outra dimensão o Cão do Céu continua a guardar um descanso pra minh'alma atormentada

Se essa carta encontrada for dilacerado estarei
Num sarcófago aguardando meu retorno embalsamado estarei
Pois nas estrepulias dessa vida me estrepei demasiadamente
Agora resta-me aguardar noutra vida longe desse vivermorrer no sistema corrupto daqui

Daí aquela canção da Marlene Dietrich me relembra que
a gente tende costumeiramente escorregar tropeçar e cair em paixões novamente de novo
Essa carta mostrar-me-á que eu de fato matei-me
Matei a minha vida tola e decidi nascer de novo melhor ainda só para você, bebê de olhos de mel

Prefiro viver morto pra esse planeta bobo que não valoriza-nos em nada do que é bom mesmo
que encher de hits do bundalelê jabazístico brazucal e terminar no lixão
Meus CDs e livros e eu os recolhendo e aumentando o efeito estufa
Com o lixo que um dia eu escrevi e tantos consumiram até passarem mal e vomitarem em mim

Não sou guiado pelos decotes nem seios espremidos para fotografias virtuais de derrubar queixos
Eu prefiro manter minha mandíbula em seu lugar, inda que ela trema com esse criogênico mundo
Almas congeladas em promoção expostas na sorveteria em leilão infernal
Eu prefiro continuar morto para não ser magneticamente sugado para esse freezer satânico

"Eu sou um homem emocional
homem emocional com lágrimas obsoletas
acho que sou apenas um homem emocional
homem emocional com sentimentos fora do lugar"

Concluo essa carta de suicídio
Com um final abrupto de um viver para mim mesmo
Deus que viva em mim e por mim, assim poderei viver enfim
Para poder ter vida a dar para ti e para todos que me lerem assim

Ass: JD

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Experimentações I

Abstracionismo


ABSTRATO
   ESTRATO
       TRATO
        TRÁ?
               TÔ!

___________________________________________

Ciclo Cultural


   L       I
      DO
X            O

O            X
       Oɐ
   U       L
    
 
__________________________________________

Legiscídio do Artigo 128

F de Falsa libertária
E de Estupidez
M de Mentirosa
I de Ignorante
N de Nonsense
A de Assassina
Z de Zureta
I de Imbecil

__________________________________________

Tabuleiro de War

Crimes de guerra
                 guerras
             que
Crimes?
                 guerras
              são
Crimes
           ou não?

Depende do ponto de vista de quem faz
                                            de quem luta
                                            de quem foge
                                            de quem morre
                                            de quem lucra
               com
                  guerras
Crimes?
                        ONDE?
__________________________________________

Viagem de Tiago à ilhas da Oceania

TAITI
TAÍ
      TI?

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Convite a minha querida

WOUNESSA.
WAINESSA?
WAM'NESSA!

__________________________________________

Por ora é só

(Experimentações feitas entre 1 a 11 de setembro de 2017).

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Insanamundi


Mundo insano mundo
Em que morte vira notícia principal
Em que corrupção é atração máxima
Em que traição é cousa normal
Em que eu não me sinto nele em ele mais a tantas luas anuais atrás

Ah mundo insano
Onde as estrelas supostamente guiam mais os caminhos nossos que nossos pés e vistas míopes
Onde sonhamos alto tão tão alto aguardando tão-somente derraparmos ao abismo fatal do fracasso
Onde não sei nem donde nem pr'onde haveria uma rota pra não morrer no maremoto bem na praia
Onde tacha-se como loucura o que faz bem de verdade e celebra-se a normalidade da autodestruição

Ah mundo insano mundo
"Se meu nome fosse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução"
Mundo vasto mundo - devastas meu coração
Até quando, cruel insano mundo?

Ah insano mundo
Que não me destes a fausta sorte de deparar-me em vida ao vivo com uma bem-aventurada peregrina
Me fazes lamentar o nefasto azar do distanciar-me progressivo de meu ser para o da que venero
Musa desse mundo insano mundo que ensandece-me ao contemplar teu oriental mistério no olhar
Teria eu como desvirar essa rotação insana do mapa-mundi e enfim abraçar-me realmente a ti?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Cabrum


Cabrum
Há quem diga que tudo começou de um
Alto, claro, no vácuo vazio infindo
Não sei se assim procedeu, mas que tudo foi como uma explosão de vida, ah se foi

O cabrum do coração no útero materno
Anunciando que nova vida vem
Será mais um que nascerá já com uma "bênção" sem ser sua culpa?
Ou mais um que nasce pra liberdade e crescerá para morrer crucificado pelo sistema?

Em cabrum terminam-se relacionamentos por vezes
Desfaz-se as amizades, em especial as tão atualmente virtuais
Quando o embate, diferenças irreconciliáveis pelo muro do orgulho mútuo estúpido
Capaz de afastar até quem mal se conheceu num match desastrado de um Tinder

O cabrum de uma pistola, um revólver, uma AR-15 ou uma shotgun
Em cheio causa um cabrum no ziriguidum turuntuntum cardíaco humano ou animal
Violentamente encerrando a orquestra sinfônica de mais uma vida
Por todos os motivos do universo que se resumem à palavra "injustificável"

O cabrum é um som desafinado teleguiado
Que em fusão nuclear desfaz-nos em partículas subatômicas
Um presente de grego de coreanos, russos, hindus, paquistaneses ou estadunidenses
Qual remetente nos trará essa carta-bomba para nossa caixa postal?

Cabrum
Há quem diga
que tudo terminará em um
Cabrum

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O cabrum tenta calar o amor, silenciar nossos poemas
Mas ainda que consuma-nos como as rosas de Hiroshima e Nagazaki
Nosso perfume de alguém que ama de verdade não se extinguirá jamais
Num mundo que restarem somente baratas e escorpiões, os que amaram não morrerão completamente

"No mundo, em cada face
Há ansiedade, uma grande expectação
O que virá?"

(S8 - O Que Virá!)

Homenagem aos poemas "A Bomba" e "A Flor e a Náusea" de Carlos Drummond de Andrade e "Rosa de Hiroshima" de Vinicius de Morais. Alguns trechos extraídos de "Até Quando Esperar?" de Plebe Rude, "Crucificados pelo Sistema" de Ratos de Porão e "Erupção" de Catedral.

sábado, 19 de agosto de 2017

Nome aos Bois - Segundo Round

Lula
Temer
Dilma Rousseff
Bolsonaro
Gilmar Mendes
Aécio
Pedro I do Brasil e IV de Portugal
Ivã o Terrível
Mao
Deng
Brutus
Renan Calheiros
Renildo Calheiros
Ramsés II
Neto
Kajuru
Nero
Beira-Mar
Claudia Leitte
Roberto Marinho
Jô Soares
Victor Civita
Mino Carta
Youssef
Edilson Pereira de Caravlho
José Mayer

Ulstra
Sininho
Guevara
Jean Wyllys
Chavéz
Maduro
Castor de Andrade
Ricardo Teixeira
Trump
Kim Jong-un
Kim Jong-il
Bush Pai
Bush Filho
Charles Windsor
Putin
Erdoğan
Benjamin Netanyahu
Jorgina de Freitas
Kirchner
Kervokian
Bruno Fernandes de Souza
Sarney

MC Tróia
Ariano Suassuna
Mãe Dinah
Walter Mercado
Karl Marx
Scolari
Gramsci
Zuckerberg
Derrida
Odebrecht
Simone de Beauvoir
Hildebrando Pascoal
Maluf
Abdelmassih
Chipkevitch
Olavo de Carvalho
Julio Severo
Berzé
Roberto Magalhães
Cauê Moura
Nando Moura
Felipe Neto
PC Siqueira
Sottomaior
Madalyn Murray O'Hair

Felipe Melo
Charles Manson
Quércia
Dahmer
PC Farias
Varg Vikernes
Regina Cazé
Pitty
Siro Darlan
Pedro Bial
Sérgio Naya
Bin Laden
João Kléber
Monteiro Lobato
Geraldo Júlio
Paulo Câmara
Gondim
Doria
Caio Fábio
Paulo Henrique Garcia

Kamilla Werneck
Wladimir Costa
Edir Macedo
Kadafi
Jimmy Swaggart
Pat Robertson
Henrique Meirelles
Dado Dollabela
Guilherme de Pádua
Saddam
Wallace Souza
Marco Feliciano
Valdemiro Santiago
Silas Malafaia
Mara Maravilha
Ricardo Barros
ACM
Gretchen
Irmão Rubens
Jacilda Urquiza